Sim bem sei.
Faz-me mal pensar.
Enjoa-me, revolta-me, encoleriza.
Sempre que penso sou mais vil,
menos humano, mais...algo febril.
Não sinto bem nem vejo o que devia.
Tudo é venenoso e revoltante,
Tudo alicia e confuz.
Sinto-me tonto.
Tenho que me sentar.
Pensar faz-me mal.
Mas enebria.
Vicia.
Se penso então não sou eu.
Calma a respirar.
Esvaziar,esvaziar.
Não me atormentem mais! Não me invoquem! Não vos quero!
Silêncio!
Todos!
Já me basta ter de me ouvir a mim próprio.
sábado, 31 de janeiro de 2009
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
the monster teology
It is never good that prevails over evil.
It is only when a hero can no longer contain his inner monster
that he has what is necessary
to destroy a monster.
It is only when a hero can no longer contain his inner monster
that he has what is necessary
to destroy a monster.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Terminus
A minha cegueira
A fé que tinha em ti
O que fiz e apoiei ( matou-me)
O que sofri e chorei ( acordou-me)
Não quis ver a mentira
Quis de novo acreditar
Que a alma que conheci
Nunca havia de mudar
Quem é então o criminoso
e o que veste o cobarde?
Quem merece o perdão,
E quem é que já chegou tarde?
Foste em tempos tudo aquilo
que me servia de chão
Hoje és uma sombra
mais um eco da solidão.
A fé que tinha em ti
O que fiz e apoiei ( matou-me)
O que sofri e chorei ( acordou-me)
Não quis ver a mentira
Quis de novo acreditar
Que a alma que conheci
Nunca havia de mudar
Quem é então o criminoso
e o que veste o cobarde?
Quem merece o perdão,
E quem é que já chegou tarde?
Foste em tempos tudo aquilo
que me servia de chão
Hoje és uma sombra
mais um eco da solidão.
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